Tem horas que precisamos de silêncio. Não me refiro a falta de sons, mas sim a quietude da alma. Dos pensamentos.

A vida anda muito depressa. Os dias passam como ventos que, em alguns casos, nem mesmo notamos.

Percebo que desaprendemos a arte de silenciar corpo, alma e coração. Da paz escondida nestes momentos.

Entramos em pânico quando algo nos força a pisar no freio. Um trânsito, uma espera, a falta de energia elétrica.

Chega a ser desesperador ter que ficar sentado por alguns instantes sem, digamos, produzir.

Produção. Tá aí algo que nos tira o sossego, nos rouba o sono e a sanidade (em alguns casos).

Para ser o melhor, você precisa se informar o tempo todo. Deixar que esse turbilhão de mensagens chegue até seu pobre cérebro sem nenhum tipo de filtro.

Produzir. Produzir. Produzir.

O que vejo são pessoas que se deixam levar por esse redemoinho. Não analisam, não questionam, apenas prezam pela quantidade.

Acumulam todo tipo de coisa. Carros, casas, diplomas, stress, doenças. Mas desprezam o que é sagrado, a vida que deveriam degustar, como a um doce e saboroso vinho.

Pensar deve ser algo que te eleva. Você precisa aprender a selecionar aquilo que fará parte do seu dia e a transformar essa informação em conhecimento, em sabedoria.
Optei por qualidade.

Hoje quero ler aquilo que me acrescenta como pessoa, mulher, mãe, filha, profissional. Mas também quero o meu momento comigo mesma. Preciso dele para manter a minha saúde mental. Quero poder passar minutos, horas ou, porque não, um dia inteiro. Isso mesmo, 24 horas sem ter que resolver nada. Sem ter que pensar em nada. Sem ter que acumular um mundo todo de informações desconexas.

Você seria capaz de viver essa experiência?

Quero poder simplesmente relaxar ao lado de alguém que eu amo. Conhecer o mundo, o seu mundo e o meu. Por que, afinal, é isso que traz sentido para sua vida.

Há muita preocupação sem sentido. Muita opinião sobre tudo e pouco conteúdo. Muitos compromissos e pouca vida.

E eu peço a Deus um mundo com um pouco mais de vida.

Anúncios