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Recém-chegada a cidade, devo dizer que me surpreendi ao descobrir a gentileza, ainda tão presente nas pessoas que encontro pelas ruas daqui. Algo tão escasso no mundo atual, infelizmente.

Precisamos aprender o dom da empatia, a capacidade de se colocar no lugar do outro, de sentir suas dores e compreender seus pensamentos.

Saber ouvir o que o outro diz e entender o porquê de suas atitudes, ao invés de apenas criticá-las, pode ser o grande segredo para nosso crescimento pessoal. Afinal, todos nós temos os nossos desafios diários.

De repente, você se dá conta do quanto é egoísta de nossa parte acharmos que temos o direito de julgar quem quer que seja. Afinal, nós também cometemos erros. Grandes, pequenos. Um monte deles, na verdade.

A maturidade nos ensina a olhar a vida, e também as pessoas que nos cercam, de um jeito mais humano. Cada um tem o seu próprio tempo, a sua história, a sua bagagem e nós, deveríamos respeitar isso.

A vida tem aberto meus olhos para aquilo que, por convenção ou comodismo, teimamos em não querer enxergar. Nossos próprios defeitos.

Desisti de apontar o dedo para o outro e resolvi olhar um pouco mais para mim mesma. E percebi como posso melhorar, e muito, ao invés de olhar o erro alheio. Toda mudança, afinal, deve começar de dentro para fora, e não o contrário.

Aliás, até que ponto eu posso definir o que é certo ou errado na vida de alguém?

Talvez, seja tudo uma questão de ponto de vista, de retirar nossos sapatos e calçar o do outro. Afinal, ninguém realmente sabe qual batalha ele precisa travar, até estar, de fato, na sua pele. Nem sempre o outro está errado simplesmente por pensar diferente de mim.

A vida exige muito tato, muito jogo de cintura, muita sensibilidade para olhar adiante. Abrir a mente para o novo, aceitar que minha verdade pode ser apenas isso, minha e de mais ninguém e que, talvez, eu possa aprender um novo jeito de enxergar a vida, muito melhor do que eu imaginava.

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