QUE TIPO DE AMOR É O SEU?

Mesmo que você jure para mim que ama alguém.

Por mais que você seja capaz de colocar as suas mãos no fogo, para provar que seu amor é real, verdadeiro e indestrutível.

Eu tenho que te dizer que, mesmo acreditando nessa sua verdade, o amor, sozinho, não sustenta uma relação.

Não sustenta porque, em muitos casos, o que se denomina amor, é apenas uma visão romântica da coisa toda, e não a realidade.

Sendo assim, muitos são os relacionamentos de fachada, que encontramos por aí.

Não sustenta porque, no dia a dia, o que vai pesar é o respeito que você nutre por aquele que ama.

Respeito pelo espaço que ele precisa, em determinados momentos. Respeito, pela necessidade de tê-la por perto, em outros.

Respeito por suas vontades, desejos, limitações e manias. Respeito por seu jeito de ser e agir.

Não sustenta porque, você vai precisar de muito jogo de cintura, para driblar aquele mal humor dele, numa sexta-feira à noite. E vai ter que aprender a praticar a gentileza e a humildade, ao ouvir suas frustrações, e entendê-las como tão importantes quanto as suas próprias.

Não sustenta porque, para amar alguém, você precisa aprender a deixa-lo ser, a deixa-lo estar.

Não sustenta, porque você vai descobrir que o amor não é feito apenas de momentos de tesão, romance e viagens.

E que você precisará ser forte o suficiente para permanecer ao lado, para não ceder aos obstáculos que a vida impõe. Para tentar de novo, quantas vezes forem necessárias.

Para escolhê-lo, a cada dia, mesmo quando os ventos forem contrários.
E para a amá-lo, em suas diferentes versões de si mesmo.

Não sustenta, porque em um mundo onde cada um pensa apenas no seu umbigo, estar disposto a abrir mão de algo, em prol de um outro alguém, é quase que uma afronta.

Vejo que muitos ainda nutrem uma ideia deturpada sobre o amor. E é por isso que reafirmo, ele não se sustentará sozinho.

Alguns, fazem do amor um jogo.

Colocam regras, definem limites, e conceitos que, por si só, comprovariam, ou não, a sua veracidade. E então, colocam no outro um peso, que não é dele, ou não deveria ser.

Ora, se você me ama, deveria viajar quilômetros para me ver todos os dias, ou pelo menos, todos os finais de semana. Deveria dizer que me ama a cada hora. Me comprar os presentes mais caros e, é claro, me levar para jantar fora, naquele restaurante, que você sabe que eu gosto.

Mas, e se não der certo? E se não for possível? E se ele não estiver disposto? E se ela, depois de 10 horas de trabalho (dentro ou fora de casa), escolher aquele pijama surrado, ao invés daquela lingerie? E se tudo o que ele precisar for um dia inteiro jogado no sofá? E se o dinheiro estiver curto? E se ele optar por te fazer um jantar em casa?

Deixaria de ser amor?

Eu te amo menos por vez ou outra, não poder estar totalmente disponível para satisfazer suas vontades?

Que tipo de amor é esse? É o que me pergunto.

O amor não é feito só de romance.

O amor é feito de compromisso. Da vontade e determinação de ambos em fazer dar certo.

O amor é feito de perdão. Uma luta diária para entender ao outro e a si próprio.

Amor é construção. Que precisa de bons alicerces, para não ceder à primeira ventania, e nem mesmo à décima.

E se você não tiver disposição para consertá-lo, ao invés de simplesmente descartá-lo, sinto te dizer, mas somente o amor, que você diz sentir, não será suficiente para sustentar o seu relacionamento.

Quando você se coloca disposto a assumir alguém na sua vida. Quando realmente deseja assumir o amor que sente, você deve entender que, para viver junto é preciso, sim, aprender a cobrar, mas tão importante quanto é saber ceder e doar-se.

O amor, sozinho, não sustenta uma relação, mas a sua determinação em encantar-se e apaixonar-se todos os dias pela pessoa que está ao seu lado, sim.

Anúncios