A verdade é que vivemos rodeados de tanta hipocrisia que ser sincero virou algo ruim.

Tristezas inventadas. Escolhas feitas por obrigação. Reclamações sem fundamentos. Visitas forçadas. Julgamentos inapropriados. Sentimentos regados de tamanha mesquinharia.

Você passa a sua vida inteira sendo aquilo que esperam que você seja para, no final das contas, perceber que quem vive de fachada acaba sendo, de fato, a vítima na história toda.

Se você opta por não mais participar de certas falsidades, então logo te apontarão o dedo e voilá, quem agora é a vilã da história?

Pois é. Você mesma.

Quem nunca se sentiu assim que atire a primeira pedra. E me ensine seu segredo.

Várias vezes me senti praticamente obrigada a me fantasiar. A me vestir de alguém que não me representava. A aceitar inverdades apenas para não parecer cruel aos olhos alheios. Mas, vem cá, isso não seria uma forma de violência velada contra mim mesma?

Não sei você, mas eu me sinto desprotegida nesse mundo onde interesses pessoais falam mais alto do que o bem estar daqueles que amamos. Onde ganhar benefícios as custas de outros virou sinônimo de esperteza.

Hoje escolhi ser de verdade, a deixar que os outros concluam aquilo que desejarem a meu respeito. Afinal, a opinião dos outros é um problema deles e não meu. Eu sei bem o que sou e aqueles que amo também o sabem, e é isso que me importa. A isso, dou o nome de maturidade. Aquele tipo de maturidade que te desobriga da necessidade de corresponder às expectativas alheias que são contrárias ao que me define como pessoa.

Talvez pareça um ato de tamanha rebeldia, mas é apenas uma questão de aceitar uma liberdade que nos é dada de graça. E sim, eu aceito. Uma forma de respeito a mim mesma. De dizer ao mundo que depois da página dois, eu tomo as rédeas da minha vida.

Trata-se de impor limites àquilo que me rouba de mim mesma. Que me impede de ser quem sou de fato. Não, não mais. Hoje resolvi me assumir, de corpo e alma.

Hoje eu me aceito por inteira. Reconheço meus defeitos não como uma dificuldade que me limita, mas como uma ponte que me levará a descoberta das inúmeras possibilidades que me são apresentadas.

Eis aqui uma nova mulher. Página virada. Vida retomada. Aquela menina assustada, com medo de tudo e de todos, finalmente, ficou para trás.

Venha o que vier, venha como quiser, eu permanecerei convicta de meus valores, crenças e amores, acredite você ou não. Porque eu sei, quem permanece do lado do bem, jamais precisará colher o mal, apesar de todos os espinhos que nos ferem.

Dói a alma perceber que existem pessoas dispostas a tudo para viver uma felicidade forjada. Que invejam conquistas alheias e sorriem quando, na verdade, desejariam te jogar montanha abaixo.

Me desculpem os acomodados, os que aceitam esse tipo de coisa, mas eu optei por prezar minha vida e aqueles que dela participam com afinco. Aos outros, ofereço minha oração. Que sejam felizes e encontrem a verdadeira paz.

E que Deus me livre de todo mal. Amém.

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