A vida é mesmo uma caixinha de surpresas.

Hoje paro para analisar como pessoas e situações acontecem em nossas vidas de maneira inusitada. Aquilo que você sempre acreditou ser eterno, de repente, perde o sentido, perde a essência. O que julgava temporário, vira história para se contar aos netos.

Mas, o que seria da vida, se tivéssemos certeza absoluta de tudo e de todos a nossa volta? Que aprendizados carregaríamos em nossa bagagem para, futuramente, passá-los aos nossos filhos? Quais seriam nossas lembranças? Que sentido isso tudo teria?

Só descobre o valor da claridade aquele que já passou pelo lado escuro.

Começo a perceber certa beleza até mesmo nas decepções que encontro pelo caminho. Talvez, elas traduzam todas as respostas àquelas perguntas que vinha fazendo a mim mesma. Aliás, aprendi que as respostas aparecem de diversas formas em nosso dia a dia, a diferença é que alguns estão dispostos a ouvir, outros não.

Resolvi, a partir de agora, abrir meus ouvidos.

Hoje, entendo que com olhos abertos, vamos muito mais além. Nos descobrimos em versões inimagináveis e surpreendentes. Caminhamos mais confiantes e atraímos pessoas igualmente dispostas a se revelarem.

Decidi atrair para minha vida apenas aquilo que me agrega. Migalhas já não me servem mais.

Egoísmo? Eu diria que igualmente importante a dar valor aos outros é se dar o devido respeito. É entender que não é justo ser para os outros antes de ser para você mesma.

Eu chamaria isso de amor-próprio.

Só é capaz de amar com qualidade aqueles que aprenderam a amar a si mesmos.

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